sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Para mim isso não é mais amor, sinceramente é a única coisa pela qual esta passando longe de ser. Nós acostumamos e nós acomodamos a estar longe um do outro. Meu amor grande ‘’amor’’ já não sinto mais aquelas borboletas no estomago. Onde está aquela vontade de passarmos a tarde e a noite inteira juntos.. Minha cama no jardim não é a mesma sem você. A brisa gelada, já não se empoe sem você me afagando e me dando aqueles beijinhos de choque. Cadê, cadê você meu grande amor?
Parece-me apenas que nunca chegou a ser nada .Talvez nossos meses tivessem que ser diferente. Jamais imaginaria que seria assim..
Não vejo mais chance, não sei o porquê de termos chegado tão longe. Não posso dizer que não fui feliz ao seu lado. Talvez os momentos ao seu lado tenham sido os mais felizes da minha vida. Mas acabaram. Nem nós procuramos mais, parece que somente um está lutando por esse amor fantasma. E dizer um ‘’Eu te amo’’ soa tão bem aos meus ouvidos, e ao coração.
Tentei transformar nosso ponto final em reticências.. em novas e grandes histórias. Mas chega uma hora apenas que não da mais.
Lembra quando tudo começou? Você foi chegando de fininho, bem devagar. Foi chegando. Conquistando. Te odiei desde a primeira vez que te vi. Tentei convencer a todos que você não me encantava. Não mesmo, nem um pouco. Te apresentei as minha melhores amigas. E o que mais queria era que você se apaixonasse por uma delas. Não estava preparada para admitir que estava errada. Que eu te queria com todas as minhas forças. Você não foi fácil disse que estava apaixonado. Menina difícil eu. Foram inúmeras noites mal dormidas pensando em você. Em nós. Pensando no talvez. O talvez foi virando certeza. Construindo sentimento. E não queria mais ir embora.
Eu adorava aquela sensação gostosa que sentia todo final da tarde, quando você ia me ver. O seu cheirinho gostoso naquele moletom cinza. Na minha roupa. Em meus sonhos. Gostava daquele seu sorriso me pedindo para ficar só mais cinco minutinhos. Mais quinze. A vida inteira! Gostava até de quando você insistia em mentir mesmo sabendo que eu tinha a capacidade de te ler. De saber exatamente o que você pensava. O que queria.
Você me fazia sentir viva. Me fazia querer viver.
E não sei o porquê, de acreditar sempre, nessa verdade apenas sua.