Aprendi que não devo me importar com os comentários que não vão mudar minha vida..
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Obrigado. Valeu. Um abraço. Um sorriso. Palavras e
gestos tão simples, tão fáceis, tão necessários, que infelizmente estão
entrando em extinção. Não que eu conceda favores esperando receber
reconhecimento ou algo em troca, mas fazer tudo por uma pessoa sem ganhar
nenhum tipo de agradecimento ou consideração machuca. Dói ainda mais se nos
retribuem com a ingratidão de uma fofoquinha maldosa ou com um olhar torto
quando os papéis se invertem e nós é que precisamos de apoio.
Quantas vezes defendemos um amigo mesmo sabendo que
ele está errado? Quantas vezes deixamos de realizar nossas vontades pra
ajudá-lo? Passamos tardes de sol inteiras trancados num quarto escuro
emprestando o ombro pra que a pessoa desabafe. Vamos pra festas quando o que
mais queremos é ficar em casa, embaixo das cobertas. Desmarcamos compromissos
pra cuidá-lo quando fica doente. Nada mais justo e normal. Saber que
confortamos alguém especial, que seu dia foi mais alegre apenas por nosso
suporte, nossa companhia, nos faz um bem enorme.
No entanto, investir numa amizade, ser sincero e
fiel desde primeiro momento até o último, pra ser enganado assim que surge uma
oportunidade, inevitavelmente, abre um rombo no peito de quem um dia acreditou
numa relação verdadeira. Chega uma hora em que ser amigo pelos dois cansa,
perde a graça.
Ninguém precisa de falsos amigos ou daqueles que
ficam por perto apenas quando as coisas estão indo às mil maravilhas. Queremos
pessoas sempre prontas a nos ouvir, nos entender e respeitar nossas
particularidades e limitações. Queremos amigos que ofereçam o colo quando
estamos sós, que nos puxem as orelhas quando erramos, que se preocupem em nos
ver felizes. Amigos em quem podemos contar em qualquer momento e que confiem em
nós acima de qualquer coisa. Pessoas incapazes de duvidar da nossa lealdade, do
nosso caráter, e, principalmente, que saibam dizer muito obrigado, seja com
palavras ou com o coração.
A quem não se encaixa nesse perfil, só nos resta a
certeza de que não merece fazer parte de nossas vidas, e também um recado:
Tchauzinho, já vai tarde!
Eu sei, eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz
pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu
achava que podia encontrar alguma coisa melhor.
Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém
minimamente eterno em sua duração. Que me fizesse parar de achar normal essa
história de perder as pessoas por ai, pela vida.
Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar.
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