sexta-feira, 7 de novembro de 2014

(...) Amo-te como amigo e como amante, 
numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante. 
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amor mais do que pude.
 (Vinicius de Moraes)