É difícil ter uma certeza, mas do nada algo pode acontecer e
acabar com toda uma ‘’verdade’’ que tanto se acreditava. O mais complicado
dessa vida é o guardar sentimentos. É o medo de ‘’sentir’’ medo de ‘’ser’’ e
viver.
Posso estar equivocada, mas ao que me parece é o medo de
ser, de simplesmente se mostrar ao mundo e ao outro o seu verdadeiro eu. Medo
de uma palavra mal dita, de, mas interpretações. Medo da imensidão de nós. De
sua própria companhia.
Medo de inovar e se reinventar. Medo de jogar, ir fundo.
Medo de uma flechada nesse coração. Deve ser por isso, tanto medo do amor? E
para ser bem verdadeira, todos temos esse mesmo medo.
Mas para que? Um dia não adianta o cupido flecha, as
armaduras caem e os dentes se abrem novamente. E esses dentes rangendo, e o
guerreiro que esta vestido, são apenas para não parecerem um alvo tão fácil de
se ganhar?
E aqui vai amor, uma arcanja inocente e minha flecha
certeira. Eu te prometo cessar o fogo, e deixar a mulhara ir de água a baixo.
Não quero mais águas tremulas, agitação e sei você só quer calmaria, águas bem
fluidas e límpidas. Quer ver peito aberto. E quantas flechadas forem
necessárias para ter certeza de o ‘’Para Sempre’’.
Eu sei, você não quer uma historia qualquer, quer um conto
de amor, e o bom é que sabemos que somos capazes disso muito bem, são tantos
momentos, tantos bons e tantos outros a vir por ai. E esses pensamentos querendo
transbordar, e ir para um espaço maior, e se houver uma mega explosão, uma
bomba que eu apenas tenha plena certeza de que estarei ao seu lado.
Eu quero a mistura do eterno e das emoções não vividas.
Quero me infiltrar em seus pensamentos e não ter dúvidas dos mesmos, carregar
você junto a mim, entender seu sorriso, seu olhar, seus lábios melhor que
ninguém, sua mãos, seus dedos percorrendo meu corpo, seus pés me aquecendo nesta
noite de outono e você todo por completo. Quero bagunçar e revirar qualquer
indicio dessa reciprocidade.
Transformar esse silêncio em belas palavras. Isso aqui
dentro em amor. Esse hoje em felicidade.
E nós dois no eterno.
